Um Palimpsesto e/ou Tempestade de Palavras
Por que lã? Por que agulha? Por que alfinete? Por que madeira? Por que grade? Por que balanço? Por que vermelho? Por que machuca? Por que fura? Por que agride? Por que suspende? Por que balança? Por que estica? Por que tensiona? Por que oscila? Por que amarra? Por que trança? Por que isso? Por que aquilo? Por que esquilo?
Por que se usa uma coisa e não outra? Por que se opta por isso e não aquilo? No fim (se existe), o que fica é isso ou é aquilo? Ou esquilo?
Ou isso, ou aquilo, ou esquilo*
No começo da oficina, a proposta me cativou pela experimentação dos materiais. As características de cada um e como elas se relacionavam: como a espuma se relacionava com o o vidro, como a pluma dialogava com a borracha, como o alumínio brilhante contrastava com o metal enferrujado etc.
Dessa experiência, o que me interessou mais foi a busca dos contrastes mais extremos possíveis aliada a possibilidade de experimentar. Alguns trabalhos com isopor e tinta, um tanto sem rumo (e sem pretensão de tomar um), outros com vinil e estopa, cola e sementes, entre outros, me fizeram, aos poucos, tomar controle dos contrastes e tentar colocá-los lado a lado sem evidenciar a caricatura, mas sim o ponto de encontro, fosse ele temático ou visual.
Ainda sem o desejo de encaixar uma comunicação eficaz, mas de valer-se do contraste sensorial e das possibilidades de percepção, eu cheguei no trabalho exposto.
* baseado em alguns versos da Viviane Tabach
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